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Análise da Derrota do Vitória: Falhas Defensivas e Ineficiência no Ataque
Por Redação FutVitória em 30/03/2025 04:13
Início de Campeonato Brasileiro Tumultuado para o Vitória
O pontapé inicial do Vitória no Campeonato Brasileiro de 2024 foi marcado por um revés de 2 a 0 frente ao Juventude, acompanhado de questões antigas que continuam a atormentar a equipe: fragilidade individual na defesa e um ataque que não consegue se concretizar. Neris, que já havia cometido erros no Ba-Vi, novamente se viu como o responsável direto por um dos gols do adversário. E, sem a presença de Matheusinho para impulsionar o setor ofensivo, a reação esperada não se materializou.

O Jogo e a Estratégia Inicial
A escalação do Vitória apresentou algumas novidades, mantendo, no entanto, uma abordagem tática semelhante à utilizada por Carpini na final do Campeonato Baiano. Entre desfalques por lesão e decisões técnicas, Gabriel, Pepê e Gustavo Mosquito receberam a oportunidade de integrar um time estruturado com três volantes, dois atacantes pelos lados e Wellington Rato atuando como um falso centroavante.
A estratégia inicial do Vitória era exercer pressão na saída de bola do Juventude. Os três atacantes receberam o apoio dos volantes, que adiantaram a linha de marcação, buscando dificultar a vida dos donos da casa. Contudo, a tática se mostrou ineficaz, e o Rubro-Negro acabou sendo surpreendido justamente quando o Juventude precisou mudar sua forma de jogar.
Falhas Individuais e a Dificuldade Ofensiva
A solução encontrada pelo Juventude para escapar da pressão do Vitória foi o lançamento direto para o ataque. Em um desses lances, o zagueiro Abner colocou Gabriel Taliari em condições de disputar a bola com Neris , que escorregou, permitindo que o atacante abrisse o placar. Essa foi a segunda falha grave do defensor em um curto período, repetindo o erro cometido no Ba-Vi.
A Busca por Soluções no Segundo Tempo
Diante do cenário desfavorável, Carpini promoveu três alterações na equipe durante o intervalo, promovendo as estreias de Erick e Léo Pereira. Uma das mudanças envolveu a saída de Ronald, resultando na transição do sistema 4-3-3 para um 4-2-3-1, com Janderson centralizado no ataque e Wellington Rato assumindo a função de "camisa dez". O treinador também optou por substituir Neris , que não teve uma boa atuação e já havia recebido cartão amarelo.
As substituições realizadas por Carpini no intervalo foram as seguintes:
- Zé Marcos no lugar de Neris;
- Erick no lugar de Ronald Lopes;
- Léo Pereira no lugar de Gustavo Mosquito;
O Segundo Gol e a Ineficácia Persistente
O Vitória tentou implementar uma nova abordagem no segundo tempo, mas logo se viu confrontado com um revés: sofreu o segundo gol logo aos cinco minutos. Jamerson tentou realizar um corte, mas errou tecnicamente e ofereceu um passe preciso para Gabriel Taliari, que marcou seu segundo gol na partida.
Aos 5 min do 2º tempo - gol de dentro da área de Gabriel Taliari do Juventude contra o Vitória
Embora seja impossível determinar se a estratégia inicial teria sido bem-sucedida com uma desvantagem menor, é evidente que ela não funcionou com o placar em 2 a 0. O Vitória continuou a demonstrar falta de efetividade no setor ofensivo, um problema que se tornou evidente na eliminação para o Náutico na Copa do Brasil e que ainda não foi resolvido por Carpini.
Foco na Copa Sul-Americana
Após a estreia decepcionante no Campeonato Brasileiro, Thiago Carpini volta suas atenções para a Copa Sul-Americana. O Vitória fará sua estreia na competição nesta quarta-feira, enfrentando o Universidad de Quito no Barradão. Até lá, existe a possibilidade de que Matheusinho retorne ao time, reforçando o setor ofensivo.
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