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Fair Play? Presidente do Vitória Ataca Corinthians e Critica Modelo de SAF

Por Redação FutVitória em 18/10/2024 16:30

A Situação Financeira do Vitória e a Busca por um Novo Modelo

Em meio a uma coletiva de imprensa para anunciar um novo patrocinador e a renovação do contrato com o atacante Osvaldo, o presidente do Vitória, Fábio Mota, aproveitou a oportunidade para abordar temas importantes para o futuro do clube. O Vitória está em busca de um novo modelo de gestão, explorando a possibilidade de se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e o dirigente não hesitou em tecer duras críticas ao cenário atual do futebol brasileiro, especialmente em relação à falta de fair play financeiro.

Em um momento em que o Vitória busca se fortalecer para o futuro, Fábio Mota demonstrou preocupação com a falta de controle financeiro em clubes de grande porte. Ele destacou a situação do Corinthians, que, segundo ele, "contratou jogador para pagar R$ 3 milhões por mês, brigando com a gente cabeça a cabeça. Enquanto isso não consegue pagar o salário do mês".

A Falta de Fair Play Financeiro e as Consequências para o Futebol Brasileiro

O presidente do Vitória não poupou críticas à postura do Corinthians, chamando atenção para a dívida milionária do clube paulista e defendendo a necessidade de responsabilização dos dirigentes que não cumprem suas obrigações financeiras. "E deve mais de R$ 2,5 bilhões. Essa loucura tem que acabar. Tem que ser responsabilizado. Tudo no Brasil tem lei. No futebol não é assim", declarou Mota.

Para Fábio Mota, a falta de fair play financeiro no futebol brasileiro é um dos principais obstáculos para atrair investimentos e promover um desenvolvimento sustentável do esporte. Ele acredita que a falta de controle e a impunidade para clubes que não cumprem suas obrigações financeiras criam um ambiente desequilibrado e prejudicial ao futebol nacional.

O Modelo SAF: Uma Solução ou um Novo Problema?

Fábio Mota também abordou o modelo de SAF, que tem sido adotado por diversos clubes brasileiros, mas que, segundo ele, precisa ser analisado com cuidado. Ele elogiou o modelo do Fortaleza, que se inspira no Bayern de Munique, e defende a manutenção do controle majoritário do clube por parte da Associação.

No entanto, o dirigente criticou os casos do Vasco e do Cruzeiro, que, segundo ele, são exemplos negativos de como a SAF pode ser mal aplicada. "O Brasil não tem fair play, limite de gastos entre clubes. Não sei se alguém viu dirigente de clube preso. Muitos deveriam estar presos. Acabaram com clubes Isso aqui é uma terra sem lei", opinou.

Fábio Mota argumenta que a entrada de investidores em clubes de futebol precisa ser acompanhada de uma análise criteriosa para evitar que a SAF se torne um instrumento para a entrada de "qualquer um" no controle de clubes históricos. Ele defende que o modelo precisa garantir a proteção do patrimônio e da história dos clubes, evitando que sejam entregues a pessoas sem compromisso com a tradição e o futuro das instituições.

O Vitória e a Busca por um Futuro Sustentável

O presidente do Vitória afirma que o clube não se encontra em uma situação financeira crítica como a de outros clubes que adotaram a SAF, como Cruzeiro e Botafogo. "Vitória é uma instituição saudável, apertada financeiramente, mas que paga os seus funcionários e jogadores adiantado. Todo dia é uma guerra para pagar as contas", afirmou.

Mesmo com as dificuldades financeiras, Fábio Mota demonstra confiança no futuro do Vitória e acredita que o clube está no caminho certo para superar os desafios e construir um futuro sustentável. "Diferentemente dos outros clubes. A dívida do Vitória deve ser R$ 180 milhões. O Cruzeiro, que devia R$ 1 bilhão e tanto, o Botafogo, R$ 1 bilhão e tanto, que fizeram a SAF... Ou fazia a SAF ou fechava as portas", completou.

O presidente do Vitória , Fábio Mota, conclui sua análise do cenário do futebol brasileiro com um chamado para a mudança. Ele defende a necessidade de um debate sério sobre o fair play financeiro e a implementação de mecanismos de controle para garantir um futuro mais justo e sustentável para o esporte.

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